Assim, tão eu

Tão inverno na vivência do meu sol. Tão pequena sobre meus sonhos. Ousadia, temor e medo, tão junto, tão longe. Batidas aceleradas e recolhidas desse medo oportuno. Relógio que embaraça, adianta e atrasa. Pessoas tortas de vivência pouca e de mentes esquisitas ao redor. Assim vejo eu, nada solitária e tão só. Aflita e sem grandes sorrisos nos desfechos da alma pequena. Assim são os meus sonhos, guiados sem entender o paradeiro de seus destinos, continuamente... Assim, tão eu.


Me estabilizar, mesmo sem paradeiro.

Continuar equilibrando sobre as
poças maiores dos medos,
das possíveis derrotas.

31 comentários:

O Profeta disse...

Tenho uma fé feito de mil cores
Uma paleta onde misturo as emoções
Este pincel deixa tanta marca vibrante
E um mundo imenso de contradições

Pinto rostos, o céu, a saudade
Pinto mentiras, corações sem chama e verdades
Pinto o Mundo muito à minha maneira
E um barco carregado de puras saudades

E apago o olhar para ver melhor
Para sentir o dizer de um amarrotado papel velho
O que vejo está muito para lá de sentir
Nesta…Outra face do Espelho…

Mágico beijo

Mirelle Scandolara. disse...

Oi Ana,
adorei seu blog.
estou seguindo.
beijos.

Maria Inês disse...

É mesmo bom sentirmo-nos tão amados pelo outro, e pelo que li aqui ao lado querida, tu também estás óptima de coração. Desejo muitas felicidades, e vou passar a seguir (: Beijo

PauloSilva disse...

E sonho terá denso destino ou é no destino que pensamos encontrar o sonho? Que frases lindas, gostei de te ler: muito até *

Luna Sanchez disse...

Somos imensidão, Ana...É fácil perder o rumo que leva pra dentro.

Muito bom teu texto, gostei do requinte.

;)

Um beijo.

Alessandro Eloy Braga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alessandro Eloy Braga disse...

Ana,

eu só queria dizer que me identifico imensamente com suas palavras. Com estas de agora, com as anteriores...

Você disse que a escrita para você é uma forma de respirar, então é uma forma de se manter viva. E se assim, talvez, for, é possível que sua escrita seja a de textos que falem sobre você mesma, em grande medida, mesmo que de forma disfarçada; mesmo que com pouco disfarce.

Isso me encanta ainda mais, porque ler você está se tornando uma forma de me ler também. Todo esse misto de contradições dos quais você fala neste texto "Assim, tão eu" é o que também tenho sinto dentro de mim. Sentir-se tão inverno, mas ao mesmo tempo possuir um sol escaldante queimando aqui por dentro. Não estar sozinho, mas viver uma solidão às vezes profunda e dorida, sem saber que vamos encontrar a pessoa certa que vai tirar isso de nós. Contente com algumas coisas e, ao mesmo tempo, experimentando certas tristezas agudas por outras coisas. Espera aí, você escreveu sobre mim, foi, menina?!! Pode não!!! Assim não vale não!!!

Olha, ler você está sendo algo estupidamente delicioso e altamente interessante e proveitoso para ler a mim mesmo. Parece que em você, assim como em mim, há tanta vida para viver, mas há também tanta confusão sobre como e o que viver dessa vida que se estende diante de nós.

Bom, sobre você, faço só especulações, nem nos conhecemos. No entanto, sobre mim, falo com uma sinceridade que só um grande texto é capaz de nos fazer externar. E se há um grande texto, por conseguinte, há um grande escritor. E se há um grande escritor, certamente há um grande leitor ávido para beber mais e mais desde vinho safrado que verte das palavras e das emoções.

Isso quer dizer que quero me embreagar mais!!!! E viva Dionísio! Quer brindar mais comigo, Ana?

beijo em suas mãos com enorme admiração.

Itauanne disse...

seguindo seu blog
me segui tbm http://intensamenteamor.blogspot.com/ bjuss

Amapola disse...

Boa noite, Ana.
Você é ainda tão menina... E escreve feito gente muito vivida.
Os medos sempre farão parte de nós. Ou para nos proteger, ou para empacar mesmo. O melhor seria o ponto de equilíbrio. Mas há momentos em que é tão difícil encontrá-lo.

Desejo-lhe muita paz e alegrias.
Que Deus a abençoe.

Beijos.
Maria Auxiliadora (Amapola)

Luana Natália disse...

Me peguei sendo mais parecida com você do que imaginava... e, lindo blog. Aqui têm textos ótimos, de verdade. Você escreve muito bem!
Seguindo... :)

Carolda disse...

Que delícia esse seu texto, tão você.
Gostei do seu estilo.

Um beijo

Anônimo disse...

Esses medos são mesmos frequentes, ainda mais nessa fase da vida. É mesmo o fato de encontrar o equilíbrio que temes. Mais é sempre preciso estar forte pra enfrentar qualquer deles. Gostei da sua forma de dizer entre as palavras.

thaís f.

Carol Barboza disse...

Ahhh Ana, vc é encantadora sabia... não me canso de vir aqui e ler seus textos lindos, vc sempre me surpreende! tô te pondo no meu blogroll♥
Beijo e quarta-feira semana pra vc flor
 Just Carol

Emi disse...

''Assim vejo eu, nada solitária e tão só. '' É a solidão em meio à multidão, que parece machucar mais do que estar sozinho de verdade.
Beijos!

Amanda Z. disse...

Ai Ana, você e seus textoos *-*
Toda vez que apareço por aqui me surpreendo!

Beijos
www.diariodelooks.com/

Estefanie Germanotta disse...

Adorei seu blog! Aqui é a @coisasfuteis. Simplesmente encatador seus textos e as fotos que você escolhe. Amei! Estou seguindo. O meu é:
http://coisasfutteis.blogspot.com/

Inercya disse...

Assim são os nossos sonhos... confusos, mas tão nós.
;*

Brenda disse...

Blog lindo, texto muito bom!
SIGO (:

Daiane C. Farias disse...

Gosto muito do seu jeito de escrever ... Tá uma poeta!
Beijoos

Thalita Paiva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thalita Paiva disse...

Tão eu, também :)
São umas desavenças, umas diferenças; trocas de humor, sentimento, estado psicológico. E isso tudo é tão inevitável :/
E não te preocupa, vencer medos é como barreiras, consequentemente serve de aprendizado.

beijo, Ana poeta (Hahaha).

Thalita Souza disse...

Encontro-me neste mesmo estado,tão só,tão eu.

Nara Sales disse...

Delícia foi poder ter visto um pouquinho de mim nesse texto.

Roberta Galdino disse...

oi...
que legal seu blog
gostei muito!
Estou seguindo

me visita?

bjos

http://rgqueen.blogspot.com/

Por que você faz poema? disse...

Não me importa esse sol na minha janela
nem a primavera no calendário

sempre será inverno
no meu coração.

Ana Carolina disse...

É preciso muita coragem para tormar certas decisões na vida,e muitas delas te colocam em uma situação de medo por não saber se está mesmo certa em seguir esses caminhos, mas não será nem a primeira e nem a última que errará numa atitude. beijinhooos!

Lorena Rocco disse...

*-*
Lindo, ando meio assim... meio confusa.

=*

Daiane C. Farias disse...

Seus textos são calmantes! *--*
Amei...
Boa semana!

Raissa Guilhon disse...

puts guria , não sei se teu perfil está atualizado e você ainda tem apenas 15 anos, mas se for, escreves muito bem . tem uma visão, um senso critico muito alem do que tua idade permite. boa escritora . muito interessante teu blog. abraços e espero tua visita.

Bruno Angeli (Brunnus Reqqiem) disse...

Já dizia Schopenhauer: «Pois, o que alguém é para si mesmo, o que o acompanha na solidão e ninguém lhe pode dar ou retirar, é manifestamente para ele mais essencial do que tudo quanto poder possuir ou ser aos olhos dos outros.»

Luna Sanchez disse...

Ana, quero post novo, estou com saudades!

=*

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