Abrir-se da dor e do verso


Da velha poesia,
de que na rima dá se um jeito

Que se embriagou dos versos,
para livrar da dor

É da mesma que inundou o peito

Que foi o choro
O riso desfeito

Do que procuro entender,
pois

Tem dias que você é motivo
Tem dias que o motivo é você.

Cotidiano



Uma confusão
No gosto de "ser"

E foi
Escolhas 
E as decisões costumavam ser vidas

Surpreendeu com a dor e foi: alma.
Retomou ao monte

Ao monte de gente, de vícios, manias
Sorrisos e fotografias

Que estavam
amontoados
na gaveta, nos livros

Registrou
Um pensamento

Se fez tempo.

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Fotografia: Praia de Cobacabana - Rio de Janeiro

Isso não é uma retrospectiva do ano que foi embora, nem mesmo um texto para falar das metas para 2015. Na verdade, o que pode se esperar de um Ano Novo? Bom, eu aprendi que, é melhor não esperar. É. Não esperar absolutamente nada. Criar grandes expectativas e esperar que as coisas boas aconteçam... Esqueça. Elas não vão acontecer. Assim também funciona com as pessoas, com as coisas e os sonhos.

Surpreender e acreditar que posso, é diferente de esperar. Pois, se no fim de tudo, todas essas coisas, por descuido ou "ironia do destino" não darem certo... Eu posso tentar outra vez. É mais real pensar que nem tudo vai ser tão lindo assim. Pois as dores, os desencontros e as mudanças - sejam elas, boas ou ruins - farão parte do trajeto.

Estou em busca de realizar um dos meus maiores sonhos. E isso é um processo, ainda que os anos tornem a virar. Mas os pequenos prazeres da minha vida, esses cabem nos dias mais simples, na espontaneidade de um encontro e nas surpresas que as experiências me proporcionar. Cabem dentro dos 365 dias, somados a todos os minutos, os quais chamamos de horas.


Ainda que as escolhas não estejam tão certas, elas tornam necessárias para moldar o caminho. Estruturar laços, construir pontes indestrutíveis entre os nossos sonhos e fomentar a ideia de que: Eu posso. É forte dizer isso, no mesmo instante que somos frágeis o bastante para dizer que não somos capazes o suficiente. 


Completar 19 anos. Ver as energias se renovando e deixar as mágoas e desilusões de 2014 para trás foi muito importante para entender que tudo isso faz parte do que sou e que diante de tudo isso, eu consigo me humanizar com o mundo e todas as pessoas a minha volta. Me fazendo ser hoje, interiormente melhor.

Sendo assim, 2015 chegou, há exatos 15 dias. Acinzentando e florescendo os meus dias, na mesma proporção. Para dizer que veio para ensinar a como sobreviver a todas as tempestades e que encontrar a si mesmo, é como conhecer o mundo à sua volta. Onde estar nele de verdade, é ser você mesma. 


Pois.

Eu me encontro onde as palavras estão, onde o amor ruge e onde a natureza está. Quero estar nas fotografias, na memória das pessoas e harmonizar a dor, sempre que necessário. Ter o céu como refúgio e e
star com quem realmente quer estar junto. E continuar em busca de realizar e sentir, pois a vida sempre continua, não é? E o novo? O novo é todo dia.

Direção


É que floresceu,
Pintou o riso
das cores.

Amanheceu.

Um céu
De formas poéticas
Assimétricas
Brindou a paisagem
dos sons naturais.

Brotou sorrisos
no vai e vem dos dias

Instante magia.

Saltando,
dando boas vindas.
Em uma grande recepção
da vida.

Sentiu saudade,
de ficar
Da era inocente.

Do tempo que voa
Da memória descontraída
Da luta ardente

Das notas musicais
o violão sentido
De um acorde de batidas
sessantes

Que fez surgir
um coração flutuante.

Sobre os pés imaginários
do que se alçam repetir:
Seguir.

Seguiu.

Reluziu a paz,
se acenderam as contantes
avenidas da alma

Dilacerou as cordas,
tocou em si, nos outros,
e se fez memória.

Pensou em sentidos
Encontrou um caminho.

Se foi na era da passagem
Permitiu ser vida

Hoje é coragem.

confusão vazia


Aqui dentro,
a pressa
é um tempo solúvel a dor


palavras distantes
vazias

faces desviaram o riso
e no peito,

dorme um silêncio gritante
disperso no tempo

Tumultuados instantes
se assimilou as horas em vento

A hora que é,
(aqui)
saltou espera.

Depressa

Sem vê-la